Quarta-feira, Maio 09, 2012

A Aventura do FITA Requiem....


Tinha prometido a mim mesmo não me pronunciar em concreto sobre tal evento. Pois, dizendo fosse o que fosse sobre, estaria indirecta e directamente a promover o mesmo.

Contudo, porém, desde logo, os acontecimentos precipitaram-se nos últimos dias e logo desde a Monumental Serenata. Aliás, este encadeamento, ligação entre coisas que não fazem sentido entre elas, pelo menos aparentemente – que tem uma serenata da Queima a ver com Tunas? – é precisamente “O” problema, a pedra de toque que muda tudo, que explica o que se tem vindo a passar, o que de facto está em causa.

Não vou descentrar a conversa, mesmo que a tal seja quase obrigado por força do se que vive neste momento, do que se te vindo a suceder, que culmina na Queima de 2012 com “isto” que presenciamos. Classifico já, de chapa: Inevitável. Mais que previsível. Uma fatalidade histórica, diria até.


Acompanho este evento pelo menos desde o ano em que fui caloiro, ou seja, desde a sua quarta edição. Vi vários “FITAS” ao longo destes 21 anos mas sempre com um denominador comum: Nunca foi das tunas. Do Porto.


O F.I.T.A. foi praticamente – e desde o seus primórdios - um processo mal gerido, um evento politizado, com cadeiras e sem cadeiras, com tunas estrangeiras e sem elas, no Coliseu ou no Seminário de Vilar, com pré-audições e sem pré-audições, tem sido, reafirmo, um instrumento ao sabor de interesse vários que se foram revezando ao longo de 25 anos, servindo de espada ora de tunas em especifico, ora da FAP e mais recentemente empunhada pelo auto denominado “magno”. Por essa razão nunca foi o F.I.T.A. um festival de tunas na sua verdadeira acepção do termo, com tudo o que isso realmente implica. O F.I.T.A. é – entre muitas outras coisas – uma grande festa de tunas e com tunas, certo. Mas não só. E esse “não só” é um mar imenso que culmina, agora, com esta 25º edição já previamente falhada, como aliás, toda esta Queima 2012. 


Com particular cuidado tenho acompanhado este evento e na qualidade de repórter desde 2003; muitos F.I.T.A. cobri, assistindo a eles com outra visão, mais detalhada. Confesso que a dada altura se tornou o evento mais fácil de reportar pela imensa repetição sucessiva de tudo e mais alguma coisa, só mudando apenas o ano. Fossilizou-se um evento que se queria dinâmico na sua génese. Logo, urgia – e alertei várias vezes para tal – fazer-se um ponto de ordem à mesa, a seu tempo. Tarde demais. Várias vezes sugeri um novo paradigma para o F.I.T.A., novos caminhos; certamente que não fui o único a fazê-lo ao longo dos anos. Quando se deu conta, o “magno” assaltou-o, tomou-o, ocupou-o, transformou-o numa Zona Militarizada mais perigosa que a fronteira entre as duas Coreias; é a convenção masturbatória do “magno” por excelência em plena Queima das Fitas.


O F.I.T.A. é, hoje, o tribunal de praxe do “magno” para as tunas que alinham – ou por acção ou por omissão – no mesmo. Dizer o oposto é uma falácia por erro de visão, perspectiva e ausência de análise fria da matéria. Os acontecimentos dos últimos dias provam à saciedade tudo o que atrás está derramado, dando razão a quem a seu tempo alertou para o rumo dos acontecimentos (vide PortugalTunas e imensa literatura aí derramada por vários ilustres Tunos do Nobre Burgo). Mais adianto, é o F.I.T.A. palco privilegiado para a “medição das pilas” na guerra interna que assola o auto denominado “magno” desde há uns tempos a esta parte, com reflexos evidentes na composição dos elencos a cada ano e desde que as pré-audições são efectuadas pelos mesmos - um must de lógica e meritocracia, é bom de ver; pôr gente de que não sabe uma nota a escolher tunas para um espectáculo, seja ele qual seja, é surrealismo puro; mais surreal é a posição de quem a isso se sujeita.


Conclui-se: Por tudo o atrás demonstrado, este ano é seguramente, o fim de um ciclo para este evento, até pelas ausências e razões para as mesmas; Há quem não concorde e diga alto e bom som. Finalmente. Há quem não alinhe. Há quem não se sujeite e queira ver o F.I.T.A. entregue aos únicos player´s geneticamente capazes de o levar a bom Porto: as Tunas da Academia. O F.I.T.A. como o conhecemos está moribundo, ligado às máquinas, nos cuidados intensivos que o “magno” delineou. Em breve entregará a alma ao Criador, estou certo. Assim o desejo, até.


Deve-se, por isso, refundar o F.I.T.A. Como? Sugiro:


O F.I.T.A. deve ser entregue às Tunas do Porto no que toca à sua organização, financiado pela F.A.P. - e articulando-se entre todos os intervenientes a cada ano - porque inserido na Queima, de forma rotativa ano após ano por todas as tunas que assim o pretendam e numa escala predefinida (em 2013 a Tuna X, 2014 a Y e assim sucessivamente), com regras especificas onde as 3 primeiras classificadas transitariam automaticamente para a edição seguinte (meritocracia) e as restantes ficariam sujeitas aos convites da tuna organizadora (mais 3 tunas) a cada ano, com um jurado composto pelos Magister´s das Tunas participantes em cada edição (ou alguém superiormente por este designado e representando cada Tuna), usando critérios avaliativos claros e objectivos, supervisionados pela Tuna organizadora, que se apresentaria sempre extra-concurso. Estaríamos perante um espectáculo com 6 tunas a concurso e mais uma ou duas extra (conforme assim entendesse cada tuna organizadora a cada ano).

Este modelo, que nem sequer é inédito, potencia:

1º) A Génese do evento: Devolve-se o F.I.T.A a quem de direito, às Tunas do Porto, afastando liminarmente qualquer tentativa de instrumentalização externa do mesmo;

2º) A Meritocracia: Premeia-se quem melhor desempenho apresentou transitando automaticamente para o ano seguinte as 3 primeiras classificadas;

3º) A Transparência: O Jurado composto por um elemento habilitado à função, de cada tuna a concurso, torna a competição mais saudável, logo, mais justa;

4º) A Renovação: As 3 tunas restantes a cada ano mudariam sempre pois quem organiza a cada ano pode convidar quem bem entende, directamente, como num festival normal de tunas se passa; logo, renova-se ano após ano pelo menos metade dos intervenientes;

5º) A Tradição: Para o publico alvo do F.I.T.A., com este modelo, nada mudaria.


Finalmente, alerto:

Há movimentações para que algo mude. E ou muda ou haverá alternativa a. Fica o aviso á navegação. Há quem se esteja a movimentar nesse sentido, colocando cada vez mais a ênfase no imenso universo que, de uma forma ou de outra, não se reflecte no actual estado de coisas a que chegamos. E lembro que basta a boa vontade de muitos e esforço dos mesmos.

Há essa hipótese, que ultimamente, é colocada nos bastidores das redes sociais, até, quando não ao vivo e a cores. Será, porventura, natural, se nada mudar já, que a ruptura seja assumida positivamente. O passado recente tem mostrado que é possível, na Academia, surgirem novidades de monta, pensadas como devem ser pensadas, sem receio de Adamastores que povoam apenas as cabecinhas ocas dos mais incautos ou subservientes.


É bem provável que algo aconteça. Tranquilamente.


Chegamos a uma fase critica deste processo de anos, convém dizer-se que isto é apenas resultado do sucedido durante os últimos tempos. E nesta fase, ou se é parte da solução ou se é parte do problema. Ou seja, quem for ao F.I.T.A. este ano vai-se assumir claramente para o futuro; como quem não vai o irá assumir também.





Post Sciptum: O PortugalTunas foi cauteloso. Sábio. Inteligente. Não imaginando o que viria a suceder, depois….



Segunda-feira, Maio 07, 2012

A Aventura da Teima das Pitas....

Confesso, pedi este titulo emprestado à História vetusta e limpa da nossa Academia - obrigado, João Caramalho pelo magnifico legado que nos deixas no Porto Académico e é pena realmente que muitos não o leiam, provavelmente porque nem a 4ª classe fizeram...adiante.

Hoje apanhei no FB uma pita a querer festa avec moi . Não, não era isso que estão a pensar. De todo. A pita foi pró Facebook defender o "magnum" e no que toca aquela cena lamentável que ocorreu na noite da Monumental Serenata da Queima das Fitas da Academia do Porto - não, não era a Monumental Serenata do "magnum", era mesmo da Academia, tão a ver a diferença??

A pita seguramente é a imagem clara e concreta, infelizmente, daquilo em que transformaram esses cretinos a "nossa" Academia. Sim, entre aspas minha, como sempre a considerei; não é um sentimento de posse mas sim de pertença. Ainda bem que me sinto parte dela, desde sempre. Os cretinos acham que são donos dela. Não precisam das aspas para nada. Nesse aspecto sempre lhes gabei a frontalidade, até porque é única altura em que são frontais, quando zurram bem alto "isto é tudo nosso!". Não, não é. Se fossem praxistas a sério saberiam que não é assim.

A pita alegou que a "praxe não se discute online" e tem razão; aliás, não se trata aqui de falar da PRAXE nem essa está em causa, antes e sim quem se apoderou dela, a roubou e tomou para si como sendo o seu instrumento - á falta de cultura para tocar outros - de manipulação de massas. A pita não sabe - porque é pita... - que aquilo que excretou da boca para fora é uma lavagem cerebral que é feita aos - poucos - que ainda vão caindo nestas esparrelas. A pita alegou que até, pasme-se, até há no "magnum" quem perceba de musica porque foram "ex-orfeonistas": Curioso, desde os tempos de Cunhal que não via cassete tão bem decorada. Coisas de pita, ouve o que lhe dizem, como os papagaios fazem, e depois palra à "malta" - "esqueceu-se" foi de dizer que pelo menos um deles foi caloiro e andou basicamente a carregar instrumentos por manifesta falta de capacidades musicais, ao que se sabe. Esquecimentos, vá, normal nas pitas! Depois de teimar a pita retira-se apagando os posts que colocou, à boa maneira do "magnum", ou seja, à cobardia: Profile match!

A Teima da Pita é, afinal, a caricatura fiel daquilo em que se transformou a "nossa" Academia, meus senhores/senhoras.


Depois de - mais - esta (para quem tem memória curta lembro o que foi o ultimo ano, a perseguirem as tunas da Portucalense e afins e todos os episódios conexos e amplamente conhecidos.) acabou-se as meias tintas. Há que dizer o que se passa e tem vindo a passar e as razões, sem tretas ou meias palavras:

A motivação desta gente é pelo menos obscura, que não a percepção, essa bem clara: Percebendo que já não tem a Praxe (seus organismos ditos dela, entenda-se) o eco e adesão que em tempos teve - e com tudo o que isso significa até a nivel de negociatas e afins, algumas delas obscuras - viraram-se para a prepotência, tentando com ela dominar aqueles estudantes que nas suas actividades conseguem congregar gente em seu torno, em doses maçiças e ao longo de todo o ano, como sendo por exemplo as Tunas, Grupos de Fado e afins (podiam ter-se virado para o Andebol universitário ou Xadrez mas mas não, vá-se lá saber porquê, não é?). Curiosa esta noção de posse também sobre as tunas mas que não sobre o Xadrez universitário.

A somar a tudo isto uma guerra intestina no seio do auto proclamado "magnum" , com gente que nem inscrita está nas suas Faculdades (é só googlar! Como é que tal é possível???) que não é inocente, guerra essa, a tudo o que se tem vindo a passar. Um cenário onde se cruzam uma série de coisas que nunca foram ditas abertamente por ninguém quando todos sabiam e sabem o que se passa. Não é de hoje, sequer, o conhecimento empirico que nos diz claramente qual a dimensão da máquina de fazer dinheiro que são os Conselhos de Veteranos de quase todas as casas da Academia, em conivência com muitas A.E.s e similares. Vejam p.ex. o preço dos kit´s de caloiros e da Queima por essa Academia fora e retirem as vossas conclusões. A F.A.P. está metida neste processo até ao pescoço e para legitimar-se e legitimar apenas as Noites da Queima (que negócio este, meus senhores!!) sem grandes alaridos: Uma espécie de "eu aturo-vos mas vocês não me chateiam"; haja mama para todos. Tudo isto à custa do Estudante. Olhem, da pita. O F.I.T.A. há muito que está entregue à bicharada, só mudam os bichos e pouco mais, agora com uma adenda, os amigos das pitas é que decidem quem lá vai tocar e não vai tocar. Simples. Escolhem-se tunas por todas as razões obscuras e mais alguma. Simples outra vez. Como é possível um grupo de gajos surdos (com respeito por quem padece de tal deficiência) decidirem quem é que toca e canta melhor quando as escolhas estão feitas antes de ouvirem seja quem seja?

É uma O.P.A. Hostil do actual "magnum" às forças vivas estudantis da Academia, às que realmente mexem, às que realmente trajam o ano inteiro de forma completamente desinteressada - ao contrário dessas alminhas cuja contribuição para o todo é tão difícil de encontrar como será haver uma virgem num bordel .

Conclui-se: É preciso um PREC Praxistico; Arrumar com eles e para ontem. Quem tem medo da verdade??

Tudo isto é apenas o principio do fim. Deles. Acredite quem quiser. Quem começou isto tudo - e não foi agora que começou - sabe porque o fez e com quem o fez.


Não sou a favor de violência. Mas as minhas ultimas palavras são para o grande Zé Costa que cumpriu com a Tradição Orfeónica. Sim, caso não saibam honrou os pergaminhos da casa que representou e representa, ao honrar a memória do grande Álvaro de Sousa, da Tuna Académica do Porto no ano de 1897,  Tuno esse que, segundo o Oficio datado de 14 de Fevereiro desse ano, enviado pela Tuna ao Presidente da Academia de Santiago de Compostela, informou da ida da Tuna Académica do Porto ao Carnaval de Santiago desse ano, sendo que na sua composição indicou os nomes dos Tunos que iriam à mesma digressão, bem como a sua respectiva função na Tuna.
Eís, pois, a de Alvaro de Sousa constante na infografia então indicada (vide Jornal "O Tripeiro" nº5 - Setembro 1951 - V Série - Ano VII, do qual possuo uma cópia):


Álvaro de Sousa - violão, pandeireta e pancadaria.


Sim, grande Zé Costa! Cumpriste a Tradição! Só se perderam as que não deste! Honra à memória de Álvaro de Sousa! Dvra Praxis Sed Praxis! Vamos, malta, vamos todos à Teima das Pitas!!!!!!!!!!!!!!



Quinta-feira, Abril 26, 2012

A Aventura da Verdade...


Há gente que insistentemente baralha tudo, confunde alhos com bugalhos, troca as coisas todas que são impossíveis de trocar por natureza, bastando apenas um pequeno esforço mental aliado a uma boa dose de honestidade e moralidade para perceber o que realmente está em causa, do que se trata, do que realmente importa. Na tuna nacional estudantil então, é um fartote. De riso, às vezes, tal é a desonestidade moral. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é…outra coisa.


É uma gente que vive permanentemente no engano e gosta, nunca se desenganando, pois. Alimenta-se do engano que cuida como a uma flor, nem sequer admitindo que porventura possa estar a regar uma planta daninha. São aqueles que quando escutam a “Ana Lee” dos GNR juram a pés juntos que o Lótus Azul é o carro do Rui Reininho, que com a mão sobre a cabeça do próprio filho proclamam que o Papa Nicolau existiu e era português e que a Junta da Colaça é uma freguesia algures no interior norte de Portugal. São os que não percebem que a Obra-prima do Mestre não é a mesma coisa que a Prima do Mestre-de-obras – por muito boas que elas sejam, ambas – e que acham ainda que um homem feito de pau é a mesma coisa que um homem de pau feito – mesmo que o Pinoquio demonstre o contrário e apelando à nossa inocência mais cândida…

Continua-se a entender a tuna estudantil como um prolongamento da Praxe quando não o é; continua-se a entender a tuna estudantil como uma coisa exclusiva dos estudantes quando não é, estes é que a foram resgatar ao seio popular. Continua-se a achar que tuna que é tuna toca só em português e temas populares quando de todo, nada disso, não é o que mostra a história sequer. Continua-se a achar que tuna que é tuna é meia bola e força no malho em cima da pele do bombo qual Mariante do Rio Douro, ferrinhos tocados como se se tivesse Parkinson (com o devido respeito por quem sofre desta terrível doença) e a camisa do traje bem tingida de Touriga Nacional. Não, meus caros, estão enganados, nada disso é tuna. Foram Vªs Exªs enganadas. Fortemente. Quem vos vendeu essa “noção” de tuna vendeu-vos vinho a martelo, da melhor contrafacção que pode existir.


Mas pior que estar enganado – como o ultimo a saber anda, regra geral este tem um nome que apela à tauromaquia  – é persistir no erro mesmo depois de alguém, mais, digamos, atento, o alertar para a falácia onde se encontra mergulhado. A Tuna é um agrupamento musical por excelência, que em Portugal nasce no seio popular e é resgatado depois pelo meio estudantil, quer liceal quer universitário. Tocava sentada então, nos seus primórdios e as peças que interpretava eram quase exclusivamente instrumentais, num processo dinâmico de adaptação dos temas populares de cá e de outros países e de temas clássicos interpretados por outros grupos que, então, eram inacessíveis ao comum mortal. Ouvia-se Mozart pelas tunas porque o Povo não tinha acesso à música clássica e dita de erudita de outra forma. A Chotiça mais não é que a adaptação popular portuguesa de uma dança escocesa (scotish » chotiça). Há que dizer o óbvio: Quem sabe disto e sabe alguma coisa sobre a tuna não pode continuar a dizer que tuna que é tuna só toca música portuguesa e popular; quem o diz nestas condições ou é burro ou é mal intencionado. Não, não tem de tocar só musica popular portuguesa, não, é mentira, é tanga, não há nada que prove isso. Se lerem um programa de actos de um espectáculo na transição do Século XIX para o de XX – primórdios da tuna estudantil nacional – não encontram um único tema popular português no reportório apresentado por qualquer tuna de então: nem um. A tanga do popularucho tuga tem 25 anos e foi impingida por alguém que disto nada sabe, puto, nickles, niente.

Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Que não se queira aprender sobre algo acho pessoalmente mal mas respeito a opção pela ignorância desde que depois não venha o ignorante armar-se ao pingarelho e assumir-se como grande Mestre (de Obras, prá aí, sem prima boa ainda por cima…) sapiente em tunas. Quem não sabe pois que das duas uma, ou procure saber ou se cale. Propagar mentiras é que não, já bastam os últimos 25 anos tuneris portugueses, eles mesmos pejados de tangas, petas, trotes, calinadas e bazófia que baste.

Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. É absolutamente inaceitável o culto da ignorância e do erro sistémico logo no meio que mais exigente deveria ser para com o rigor, a excelência e a investigação. Inadmissível. Até para o Mestre.

Terça-feira, Abril 17, 2012

A Aventura Orwelliana.....

George Orwell várias vezes me assalta as ideias em certas ocasiões, devo confessar. A famosa “Revolta dos Porcos” é uma obra soberba e sob vários pontos de vista. Mais engraçada se torna a recordação quando nos damos conta que estamos no “meio da revolução”. Sabemos que este livro narra uma história de corrupção e traição e recorre a figuras de animais para retratar as fraquezas humanas. Não vou tão longe na analogia, resumir-me-ei ao essencial da ideia.

Há situações que, pela sua alta dose de indecoro provocam – aparentemente – uma sensação de vergonha, daquela que faz corar a mais casta das virgens ao ver o moço da Coca Cola ás 4 da tarde pela janela do seu trabalho. Há coisas que são efectivamente surreais, o twillingth zone no seu esplendor e digno da imaginação fértil de Hitchcock, o postulado da javardice, a balda elevada à condição de ciência, a tentativa absurda de justificar o injustificável. Bem sei que só alinha “nisto” quem quer. Nem sequer contesto tal. O que não invalida a análise da situação em si, como se calculará. Mas voltemos ao assunto substantivo.


Pior será quando essa suposta “vergonha” é-nos induzida – na forma tentada - por terceiros que, ou com manifesto dolo ou desprovido dele mas com néscia participação opinativa – porque definitivamente não habilitados à função que lhes foi confiada – acabam por tornar evidente o óbvio, dado o disparate e nonsense em que caem, provocando, assim, o efeito oposto ao supostamente pretendido. Por aqui, nada a dizer-se, até. Já se viu este filme noutros sítios e em outras ocasiões.


Poder-se-á sempre perguntar “então e porque foste se já sabias ao que ias?”, certamente. Ora, a pergunta pressupõe desde logo que tenho razão, caso oposto, não se colocaria a mesma por despropositada: Ou seja, existe clara e real incompetência latente e até inocente, no limite o perigo é sempre real por essa mesma razão – e mil vezes a incompetência inocente do que a maledicente. O facto de se ir ainda assim apenas pressupõe que haja uma mera e simples vontade em tocar e cantar, conviver, contribuir para um espectáculo apenas e só, por nos ser útil até – “rodar” gente nova e por aí fora: caso assim não fosse estaríamos perante um case study sadomasoquista e felizmente, tal não se coloca por desnecessário: foi consciente. Afinal, o que realmente importa nunca é posto em causa, felizmente. E não foi, de todo (e muito menos neste caso em concreto). Mas o facto do essencial não ser colocado em causa, tal não anula, escamoteia ou disfarça o resto, tenha sido o resto… o que tenha sido.


Dito isto:

Ainda antes da “Revolta dos Porcos” se iniciar já se prognosticava o que iria acontecer. Aqui, uma questão surge logo: Porquê? Mania da perseguição? Vitimização? Tentativa de auto-absolvição? Poderes supra naturais? Não. Simples constatação de jure: Já nos vimos nestes preparos antes – algumas, poucas vezes – e sabíamos que poderia acontecer; não faz muito tempo tentaram atirar-nos para um cais cheio de lodo. Inútil.
Já devíamos saber, dirão Vªs Mercedes. E sabemos. Sabíamos. Mas o que nos move é saudável, que fazer? Fomos, mais uma vez, cientes sim dos riscos, mas dentro da mais cordial e saudável postura, tranquilamente, com aquela tranquilidade só possível a quem está seguro do que é, do que faz, como o faz e porque o faz. Afinal, que de pernicioso tem tal postura? Até dizem por aí que alguns têm medo “de baixar dos seus pedestais” (citei) mas volta e meia, lá acontece. Pronto. Porreiro. E daí?

Mas depois do sucedido, ainda assim, fiquei com a convicção clara de que é dar pérolas a porcos, aos tais da Revolta de Orwell, porque de facto – e com muita pena constato – há dentro deste mundinho, pequenos outros mundinhos, quintas, coutadas mais pequeninas ainda, onde quem chega a elas e delas não é, dificilmente é sequer compreendido, que fará o resto. Deve ter sido por isso que a dada altura em palco senti estar numa jaula de zoológico. Aquilo que fazemos de facto – afortunadamente – nada tem a ver com a “Revolta dos Porcos”. Há que o dizer. Mas também vi e senti quem gostasse dos animais que estavam a ver e a escutar. Talvez porque não fossem da costumeira e conhecida Quinta tão bem retratada por Orwell….

Coroando em beleza tudo isto, eis a prova inequívoca de quem tem tranquila e objectiva razão: Somos premiados precisamente no único apartado possível onde nunca poderíamos ser objectivamente premiados porque tal é fisicamente impossível – dado não termos e desde sempre qualquer peça instrumental. Touché. K.O. Técnico. Duas orelhas cortadas ao bicho – porco, certamente – e duas voltas à santíssima arena com direito a grunhidos e tudo, de fazer corar o grande Silvério Perez.

Há de facto, divisões nas tunas, dois mundos tuneris completamente distintos e até antagónicos: o da competência tranquila mas com voz firme e o da bandalheira do garrafão de tinto, dos confetis disparados e do malho a arrebimbar. Mais, conclui-se – e não sendo nada pessoal contra ninguém, nem contra nós sequer, admitimos – tratar-se claramente e acima de tudo de uma divisão de formas de estar, uma clivagem ideológica tremendamente abismal, que obviamente por um lado penaliza – e penalizará, não tenhamos dúvidas – sempre a competência musical que regra geral é acompanhada do saber Ser-se e Estar-se, por oposição a uma outra forma de estar que eleva o banal, o fácil por escandaloso, o circense por inaudito misturando a alegria da juventude com a boçalidade do liceal, patrocinando o chocante e bizarro porque é “académico” (sic) e tuna que é tuna diz asneiras ao micro, solta uns veryligths e leva uma galinha para palco que isso é que é de valor, cara**o! São esta “casta” a malta que ataca livros que nunca leu, p.ex. e que mede a sua tuneril actividade pelo número de barris que esvazia no menor espaço de tempo possível. Um Clássico, portantossssss…!!!


Apesar de tudo, gostei. Gostei do que fiz, que fizemos. E do que ouvimos das pessoas também, as anónimas, aquelas que lá vão ver sem grandes pruridos estéticos e apenas e só pelo gozo e fruição musical. Aquelas que vão de ouvidos limpos, vá. E o que o que nos disseram, algumas delas, é elucidativo e atesta da razão. É o que faz valer a pena, apesar de tudo. Ia lá outra vez. E fazia-se rigorosamente o mesmo que se fez. 100 Vezes seguidas. Não troco as minhas convicções e certezas por presunto algum, mesmo que seja de um dos Porcos da Revolta. E se fosse eu a mandar – felizmente não sou….. – tinha devolvido o toco que nos deram e que veio apelidado de presunto; motivo: Erro no destinatário. A chatice é que provavelmente não iriam perceber a mensagem…


Por falar em presunto, deixo-vos com os mandamentos dos “inteligentes e letrados porcos” da fazenda romanceada por George Orwell e perceberão, com mais propriedade, a tal clivagem estética que falo acima. De facto, é impossível conciliar o inconciliável. Lendo abaixo só não concordo com o ponto 5 e não entendo o ponto 7, fora esses….


1. Qualquer coisa que ande sobre duas pernas é inimigo.
2. Qualquer coisa que ande sobre quatro pernas, ou tenha asas, é amigo.
3. Nenhum animal usará roupas.
4. Nenhum animal dormirá em cama.
5. Nenhum animal beberá álcool.
6. Nenhum animal matará outro animal.
7. Todos os animais são iguais.


Para os mais atentos, estas “cenas” são sempre estranhas mas explicam-se com muita facilidade. Obviamente. Porquê? Porque sabem o que a casa gasta. Logo, percebem à 1ª o sucedido. Para os maledicentes do costume fico grato por constatar – mais uma vez – que povoamos tão doentias mentes. Aos mais desprevenidos, bem aventurados sejam na sua leviandade: é que mais tarde vai saber muito melhor.




Quarta-feira, Abril 11, 2012

A Aventura do Livro...


Não gosto muito de auto-promoção e muito menos no caso, até porque sinceramente o conteúdo do livro é bem maior que qualquer um dos autores do mesmo; este é um caso absolutamente claro de que a obra é Maior, estou seguro e que, como tal, fala por ela mesma, por si própria, sem qualquer favor ou exagero sequer.

Evidente que o atrás derramado pressupõe o óbvio: ler o dito cujo. Só assim se admite a critica ao mesmo, seja ela qual seja porque tal pressupõe uma leitura séria e respectivo contraditório. Menos admissível será a critica gratuita quando se trata de uma obra que versa a tuna estudantil portuguesa - mas não só - e que é a 1ª obra do género alguma vez editada em Portugal. Sem arrogância mas também sem falsas humildades. Deve-se ver esta obra pelo que ela é, pelo seu valor intrínseco e não por mais ponto de vista algum. Terá seguramente a mesma muita ponta por onde se lhe pegar - somos, autores, os primeiros a afirmar tal - resultado precisamente, de ser a pioneira, logo, com todos os custos que tal implica. Isso assumimos e damos de barato.

Porém, ao assumir tal, isso não significa que a mesma obra esteja - seja porque razão seja - inflacionada ou deflacionada face ao seu valor facial que, por desconhecido até à leitura, não pode por essa razão, ser posto em causa. Mais, depois da leitura, a ser colocado algo em causa será sempre o conteúdo da obra - e nunca em caso algum, outra coisa qualquer; quem o fizer não é sério.

Por falar em gente séria e outra que nem por isso, deixo pessoalmente um recado a alguns - que a mim me vincula: Não se aceitam chavalices seja a quem seja; é que no nosso mundo tuneril nacional - e esta não está no livro porque o mesmo só vai até 1995... - há muitos que julgam que aquele rebuçado que tem um pau e que serve para degustar não é um doce, é uma ordem dada no imperativo; confundem tudo e todos e acham que os outros são da mesma laia deles mas não, de todo. E há alturas na vida em que não se podem admitir confusões deste tipo. Ninguém é obrigado a saber e muito menos a ler seja o que seja, certíssimo: Mesmo tendo nós simplificado ao máximo é natural que haja quem não chegue lá e por opção, ao que se percebe até. Apenas se pede aqui - a quem conseguir - honestidade mental: Aqui, pode muito bem haver quem não saiba e não queira saber,ter raiva a quem sabe, neste caso, vai ter do meu lado uma certeza: Cá estarei, sempre gostei de uma boa faena, admito....


Segunda-feira, Abril 09, 2012

A Aventura do Código de Avintes...

Um destes dias uma boa amiga minha enviou-me um convite no Facebook para aderir a um suposto grupo de tunas e sua música que por lá há - e muito bem, diga-se, de louvar sempre qualquer iniciativa deste género.

Lá entrei e eis que - entre inúmeras coisas boas, como vídeos de actuações and so on - me deparo com aquilo que se veio a revelar uma autêntica viagem a um outro país tuneril, já sobejamente conhecido aliás, mas ao qual não ia - confesso o desleixo - já há algum tempo, o país tuneril profundo, digamos assim. Para lá da minha habitual comiseração para com este verdadeiro cenário real, tristemente real, vai a minha - cada vez menos, confesso - pachorra para "aturar" este tipo de coisas, pois como saberão não sou apologista da tuna do garrafão, do arroto e do insulto e sempre entendi que, concepções e ignorâncias à parte, há lugar para todos desde que não se coloque em causa o essencial, a Tuna em sentido lato.

Eis quando me deparo com umas "sumidades" na matéria tuneril, das quais nunca ouvi nada nem coisa alguma de jeito sobre a tuna em sentido geral, a dizer disparates, a proferir desditas e pior que isso, a atacar uma obra no caso - um livro sobre a Tuna estudantil - que...não leram. Ou seja, o verdadeiro arroto tuneril seguido da mijinha invejosa costumeira, de forma a querer ofender alguém que não se conhece sequer, desrespeitando quem -e no limite mesmo não se concordando - merece pelo menos, respeito pelo trabalho desenvolvido. Não, não é nenhuma incitação à deferência pela deferência mas sim pelo menos respeito por quem de dedica e de forma publicamente assumida à causa de todos. Não há Primas-Donnas, certo; mas não é por isso que se é dona das primas e com isso se desata a disparar sobre elas apenas por não se concordar com as opiniões das mesmas.

Tudo isto para dizer que se de um lado, há quem leia o Código Da Vinci,  há sempre o lado B da moeda que lê - porque assim prefere - outra cartilha, que será o Código de Avintes; a versão mais fraca, mais acessível e menos trabalhosa da leitura séria, por assim dizer. No Código de Avintes, contraditório sério e fundamentado é tanga (dá trabalho saber, ler, perceber) ; responde-se sempre com um "mas eu faço como quero e digo o que me apetece e prontosssss, prontossss!", regra geral antecedido por umas frases-tipo do género "que tens a ver com isso, mete-te na tua Tuna!"!!!" ou então a mais celebérrima das calinadas tuneris no que toca ao plano escolástico e que revela a mais profunda arrogância por ignorância que pode existir que se resume na frase "esta é a minha concepção de tuna!!!".

É a Canonização da Ignorância elevada ao seu máximo esplendor mas com um plus extra: É intolerante para com quem mostra saber do que se fala, tranquilamente, sem drama como em tudo na vida. Como não sabe, não tolera quem saiba e tem raiva de quem sabe (por isso ataca um livro sem o ler), morde tudo e  todos que se mexem em torno desse mesmo conhecimento. Um clássico: "Não sei, o gajo sabe bué, vai daí, vou gozar com as calças dele (ou cabelo ou tenis ou whatever, desde que seja pra mandar abaixo, siggaaaaaa!!).". Nem sequer se trata de questão de forma; é mesmo de conteúdo.

Ainda me dei ao trabalho de forma simpática, elevada e educada, de lembrar algumas noções caras ao estudante universitário, apelando acima de tudo, ao bom senso. Não resultou. Vencido com tanta sabedoria e resumido à minha insignificância e ignorância, fui ao canto superior direito da pagina do dito grupo e cliquei numa estrelinha que tinha 3 opções. Cliquei na ultima. Não sou merecedor, definitivamente, de tanta sapiência junta sobre tunas, confesso a minha pequenez....... Fechei o Código de Avintes, pois não consigo passar do 2º parágrafo do prefácio. Fui.

Sexta-feira, Março 16, 2012

A Aventura do Apartheid de Género...

Como é evidente, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Como saberão, apartheid significa desenvolvimento separado, logo, facilmente se compreende o alcance do titulo da presente "Aventura".
E sim, na Tuna também deve ser assim, porque se não o for, algo de errado se passa. Não sou, nunca fui nem nunca serei a favor de misturar-se coisas que não são passiveis de serem misturadas, porque ao acontecer tal significa retirar a cada uma delas a sua própria natureza. Poderia estar aqui a tarde toda mas deixo-vos com um texto que me fizeram chegar e  que ilustra clara, cómica mas de forma inteligentemente séria o que afirmo. Perdoem algum calão ou mesmo asneira mas passo como mo "venderam" vi email. A Bold a frase que remata esta "Aventura", no final do texto em baixo.....



"Estava eu a ver TV numa tarde de domingo, naquele horário em que não se pode inventar nada para fazer, pois no outro dia é segunda-feira, quando a minha esposa se deitou ao meu lado e começou a brincar com minhas ‘partes’.  


Após alguns minutos ela teve...e a seguinte ideia: - Por que é que não me deixas depilar os teus ‘ovinhos’, pois assim eu poderia fazer ‘outras coisas’ com eles. Aquela frase foi igual um sino na minha cabeça. Por alguns segundos imaginei o que seriam ‘outras coisas’.  


Respondi que não, que doeria coisa e tal, mas ela veio com argumentos sobre as novas técnicas de depilação e eu a imaginar as ‘outras coisas’, não tive argumentos para negar e concordei. Ela pediu-me que me pusesse nu enquanto ia buscar os equipamentos necessários para tal feito.  
Fiquei a ver TV, porém a minha imaginação vagueava pelas novas sensações que sentiria e só despertei quando ouvi o beep do microondas. Ela voltou ao quarto com um pote de cera, uma espátula e alguns pedaços de plástico.  


Achei estranhos aqueles equipamentos, mas ela estava com um ar de ‘dona da situação’ que deixaria qualquer médico urologista sentir-se um principiante. Fiquei tranquilo e autorizei o restante processo. Pediu-me para que eu ficasse numa posição de quase-frango-assado e libertasse o aceso à zona do tomatal. Pegou nos meus ovinhos como quem pega em duas bolinhas de porcelana e começou a espalhar a cera morna.  

Achei aquela sensação maravilhosa! O Sr. ‘tolas’ já estava todo ‘pimpão’ como quem diz: ‘Sou o próximo da fila!’ Pelo início, imaginei quais seriam as ‘outras coisas’ que aí viriam. Após estarem completamente besuntados de cera, ela embrulhou-os no plástico com tanto cuidado que eu achei que ia levá-los de viagem. Tentei imaginar onde é que ela teria aprendido essa técnica de prazer: Na Tailândia, na China ou pela Internet? Porém, alguns segundos depois ela esticou o ‘saquinho’ para um lado e deu um puxão repentino.  


Todas as novas sensações foram trocadas por um sonoro ‘ A PUUU***** QUEEEE TE PARIUUUUUUU’, quase gritado letra por letra. Olhei para o plástico para ver se a pele do meu tin-tin não tinha vindo agarrada. Ela disse-me que ainda restavam alguns pelinhos, e que precisava repetir o processo. Respondi prontamente: Se depender de mim eles vão ficar aí para a eternidade! Segurei o Sr. Esquerdo e o Sr. Direito nas minhas respectivas mãos, como quem segura os últimos ovos da mais bela ave amazónica em extinção, e fui para a banheira. Sentia o coração bater nas ‘pendurezas’.  

Abri o chuveiro e foi a primeira vez na minha vida que molhei a salada antes de molhar a cabeça. Passei alguns minutos deixando a água gelada escorrer pelo meu corpo. Saí do banho, mas nestes momentos de dor qualquer homem se torna num bebezinho: faz porcaria atrás de porcaria.  
Peguei no meu gel pós barba com camomila ‘que acalma a pele’, besuntei as mãos e passei nos ‘tomates’. Foi como se tivesse passado molho de piri-piri. Sentei-me no bidé na posição de ‘lavagem checa’ e deixei a água acalmar os ditos.  


Peguei na toalha de rosto e abanei os ‘ditos’ como quem abana um pugilista após o 10° round. Olhei para meu ‘júnior’, coitado, tão alegrezinho uns minutos atrás, e agora estava tão pequeno que mais parecia o irmão gémeo de meu umbigo. Nesse momento a minha esposa bate à porta da casa de banho e perguntou-me se eu estava bem. Aquela voz antes tão aveludada e sedutora ficou igual a uma gralha. Saí da casa de banho e voltei para o quarto.  
Ela argumentava que os pentelhos tinham saído pelas raízes, que demorariam a voltar a crescer. Pela espessura da pele do meu tin-tin, aqui não vai nascer nem sequer uma penugem, disse-lhe. Ela pediu-me para ver como estavam. Eu disse-lhe para olhar mas com meio metro de intervalo e sem tocar em nada, acrescentando que se lhe der para rir ainda vai levar PORRADA!! Vesti a t-shirt e fui dormir, sem cuecas.  
Naquele momento sexo para mim nem para perpetuar a espécie humana. No outro dia de manhã, arranjei-me para ir trabalhar. Os ‘ovos’ estavam mais calmos, porém mais vermelhos que tomates maduros.  
Foi estranho sentir o vento bater em lugares nunca d’antes soprados.  

Tentei vestir as boxers, mas nada feito. Procurei algumas mais macias e nada.  
Vesti as calças mais largas que tenho e fui trabalhar sem nada por baixo.  
Entrei na minha secção com uma andar igual ao de um cowboy cagado.  

Disse bom dia a todos, mas sem os olhar nos olhos, e passei o dia inteiro trabalhando de pé, com receio de encostar os tomates maduros em qualquer superfície. Resultado: certas coisas só devem ser feitas pelas mulheres.  


Não adianta nada tentar misturar os universos masculino e feminino"


Post Scritpum - E antes que algum/a iluminado/a venha para aqui dizer o que eu não disse com o texto acima, que fique desde já claro; Tunas Femininas sim, Feministas não; Gajas de calças são o lado B do Machismo; a pior inimiga da Mulher é a parvalhona feminista que emula o pior que o machismo tem.